quarta-feira, 30 de março de 2011

Jovem de nossa Paróquia é chamada por Deus à vida religiosa

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Queridos amigos e irmãos da Paróquia de Santa Gema Galgani, que a graça e a paz de Nosso Senhor por meio da poderosa intercessão da Virgem Santíssima estejam em seus corações e em suas famílias.
Hoje tenho uma missão que é falar um pouco da história da minha vida. Não faço isso para demonstrar os meus méritos - mesmo porque, não tenho absolutamente nenhum - mas para que seja louvado o nome do Pai de bondade, que sempre nos espera de braços abertos e da qual sou testemunha viva.
 Falar da minha vida é falar da infinita misericórdia de Deus, pois foi preciso muita paciência do Pai, até que eu aceitasse Sua ajuda para sair da lama em que eu mesma quis cair. Tenho 25 anos, nasci em uma família católica e tenho dois irmãos, Maria Paula (28) e João Augusto (22). Meus pais Rubens e Bernardete sempre nos deram uma educação firme, e além deles, uma avó (Dona Lázara) devotíssima da Virgem Maria, que sempre nos incentivou a rezar, a ir à Santa Missa e a receber os santos sacramentos. Desde pequena rezava com ela o santo rosário num grupo de oração nas casas que ela mesma fundou.
Por volta dos meus seis anos de idade, minha mãe e minha avó decidiram nos consagrar (eu e meus irmãos) à Santíssima Virgem, então escrevi em ato de consagração: “Eu, Ana Lúcia, entrego meus pensamentos, palavras, obras, minha alma, meu corpo a vós. Cuidai de mim contra os inimigos por toda a minha vida”. Papel que carrego até hoje comigo, pois bem sei do valor que tem e dos males que a Virgem me livrou.
Fiz a minha Primeira Santa Comunhão no dia 1º de Outubro de 1995 (dia de Santa Terezinha do Menino Jesus) aos dez anos. Foi um dia belíssimo, apesar da minha pouca consciência da imensa realeza que se unia à minha miséria, desse Deus que me acompanharia por toda a vida, mesmo nos momentos onde eu O negaria.
Nos dias 17, 18 e 19 de Maio de 1997 participei de um encontro de oração da Paróquia Senhor do Bonfim que mudou a minha vida e desde então me engajei em vários movimentos, fiz muitas amizades, missões de evangelização, mas nunca muito a fundo, por muito tempo permaneci apenas na superfície, escutando, assistindo, mas sem uma busca real pela vivência do Evangelho.
No dia 30 de setembro de 1998, a Santíssima Virgem vem buscar sua filha e minha avó, que falece vítima de câncer no intestino. Isso nos tira o chão, minha mãe sofre terrivelmente com a ausência da mãe, e nós sofremos juntos, pois a tínhamos como uma segunda mãe.
O tempo foi passando, eu fui crescendo, me envolvendo com muitas coisas, fazendo planos, trabalhando, estudando, namorando e descobrindo o mundo sozinha. Pouco a pouco fui me envolvendo com tudo aquilo que o mundo me dava, mas nunca era suficiente, sempre queria mais porque o que eu buscava não me saciava. Aos 18 anos abri uma empresa junto com o rapaz que eu namorava, tínhamos planos de crescer, de ganhar dinheiro e ter uma vida estável, mas – ao contrário do que planejávamos – com três anos e meio de empresa, tudo ia de mal a pior. Eu culpava a Deus por todas as minhas dificuldades, parei de ir à Missa, parei de tocar na igreja, tinha raiva d’Ele e não aceitava que os negócios não dessem certo. Tinha inveja quando via que alguém tinha uma vida mais próspera do que a minha. No namoro também ia tudo muito mal, só brigávamos, discutíamos, tinha por certo que o mundo conspirava contra mim. Coloquei a minha família numa triste situação, já que por causa das dívidas, todo mundo foi envolvido, meus pais tiveram que emprestar muito dinheiro, mas nem assim conseguimos progredir. A essa altura a minha fé já estava debaixo da terra, sepultada sob a minha ambição, o meu egoísmo e toda uma multidão de pecados. Mais tarde li nos escritos de Santa Teresa d´Ávila algo que se encaixa perfeitamente nesse momento da minha vida: “Quer o Senhor que busquemos a verdade, e nós buscamos a mentira; quer que amemos o eterno, e nós inclinamo-nos para o que acaba; quer que aspiremos às coisas grandes e elevadas, e nós desejamos as baixas e terrenas; quereria que quiséssemos só o que é seguro, e nós amamos o que é incerto”. (Caminho de perfeição)
Terminei o namoro, queria mudar tudo, sem saber como, mas uma força me conduzia. Sofri muito quando percebi que tinha perdido tudo, já não tinha namorado, me sentia vazia, sozinha e abandonada. Chorei por uma semana inteira, comendo pouco e sem saber o que fazer já que não conseguia mais continuar na empresa por conta do fim do namoro. Foi aí que o meu irmão me convidou pra tocar na Santa Gema, no Ministério Nova Vida. Eu tinha tudo pra dizer não, pelo estado em que me encontrava, mas, sem saber como, aceitei o convite. Mais tarde, nos dias 10, 11 e 12 de outubro de 2008 participamos de um encontro da Toca de Assis que marcou pra sempre a minha vida, e ainda hoje sou capaz de ouvir claramente uma profecia dita pelo Padre Roberto Lettieri: “Hoje o Senhor está constituindo verdadeiros adoradores”, tudo que pedi nesse encontro foi através de uma música que diz: “só um adorador eu quero ser Senhor, mesmo que eu venha a perder tudo o que possuo nesta terra”. Foram tantas graças recebidas nesses dias e tamanha foi a força da Misericórdia do Senhor que me retirava das profundezas do pecado em que eu me encontrava, que tudo se fez novo, a partir daí eu era outra pessoa, disposta a vencer todo o pecado e fazer a vontade de Deus, adorando-O no Santíssimo Sacramento com toda a minha alma e me fortalecendo através da oração.
Rezei muito, pedi que Ele agisse em minha vida e me tirasse da situação em que eu vivia. Em relação à empresa, a resposta do Senhor foi: “Tem-vos demorado muito tempo nesse monte, voltai e parti” (Deut. 1, 6-7). Então saí da empresa e milagrosamente, todos os problemas começaram a se dissipar diante d’Aquele que agora me sustentava.
Foi durante a minha preparação para a escravidão à Nosso Senhor por meio da Virgem Maria (São Luis Maria Grignion de Monfort), que eu recebi o chamado à vocação religiosa, mais precisamente no dia 10 de Maio de 2009. Tive medo, mas ardia em mim um desejo de unir-me dia e noite Àquele que me livrou e me salvou. Era Ele quem realmente me alegrava, me amava, me saciava de verdade. Muitas pessoas me ajudaram nesse momento de discernimento, e o primeiro deles foi o Padre Cássio, antes mesmo de sonhar que pudesse ser pároco da Santa Gema. Ainda assim, demorei até atender o chamado, até buscar descobrir aonde Ele me queria e de que forma queria que eu O servisse. Foi em 1º de maio de 2010 a minha primeira visita ao Carmelo de Santa Teresa em São Paulo. Uma alegria invadiu a minha alma, mas junto dela estava o meu temor.
Muitas coisas maravilhosas se passaram em todo este tempo e o meu medo foi dando lugar à confiança n’Aquele que tudo pode, e dia 16 de janeiro é o dia da minha entrada na Ordem Carmelita Descalça, no Mosteiro Santa Teresa.
O salmo que me acompanha já há muitos meses e que ecoa vivo em minha mente é: “Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo o que Ele fez em meu favor?” (Salmos 115, 3), e com esse versículo eu respondo: nada menos do que com a vida.
Um feliz e terno abraço,
Ana Lucia Fakeiti 

Editorial - Palavra do Padre (Joia de Cristo - Março e Abril 2011)

Queridos filhos e filhas, que a graça e a misericórdia de Nosso Salvador Jesus Cristo e o auxílio de Sua Santíssima Mãe nunca se apartem de vossas casas e de vossas famílias. Convido-vos a entrar comigo nesta Santa Quaresma pelo caminho que a Tradição da Santa Igreja sempre apresentou: a mortificação. O que é a mortificação? É o caminho para a santidade, é matar em nós aquilo que nos afasta de Deus, ou seja, o apego às criaturas, deixando de lado o Criador. Este apego é a raiz de todos os pecados.
O primeiro dos dez mandamentos é “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Quando diz “todas as coisas”, Deus não está brincando e quer dizer exatamente o que está escrito: “todas as coisas”. Ou seja, não há ninguém, não há nada que possa ter mais o seu amor que Deus. Ele é o primeiro a ser amado, o primeiro a ser lembrado, o primeiro a ser consultado, o primeiro a ser respeitado, o primeiro a ser honrado, o primeiro a ser louvado, o primeiro a ser agradecido. O primeiro. Uma vez que d’Ele dependem todas as coisas em nossas vidas, qualquer posição que não seja a primeira e principal é, para Deus, injusta, pois foi Ele quem dispôs tudo e permitiu tudo de bom no passado, hoje e no futuro.
A mortificação segue uma ordem. O primeiro inimigo é o egoísmo. O egoísmo é a mais freqüente humilhação que impomos a Deus. O excesso de amor-próprio, dos próprios interesses, o desprezo pela autoridade de Deus e pelas necessidades dos irmãos e irmãs. A pessoa egoísta não consegue ver nada mais importante ou mais urgente que o próprio bem. Todas as pessoas e todas as coisas somente existem em função de lhe dar satisfação, comodidade e prazer. A pessoa egoísta não tem princípios: se precisar bajular, bajula; se precisar mentir, mente; se precisar trair, trai, faz de tudo para levar vantagem. Nunca serve ninguém e quer ser servida por todos. É um pecado terrível e a Bíblia diz que “o Senhor humilha com o olhar o soberbo e esmaga no chão os ímpios” (Jó 40,12).
A segunda inimiga é a impaciência. A impaciência é a maior fonte de conflitos em nossas vidas. Santa Teresa de Ávila disse: “nada te perturbe, nada te amedronte tudo passa a paciência tudo alcança. Deus não muda; a quem tem Deus nada falta só Deus basta”. Geralmente quem é egoísta é também impaciente, com rapidez julga e humilha as pessoas ao seu redor, pois não sabe esperar que o outro chegue a fazer o que é correto. Não confia no outro, porque primeiramente não confia em Deus, que “quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,4). É a vontade do Senhor, o nosso progresso. Será que em casa ou no trabalho todos dão o mesmo valor a Jesus e à Igreja que você? Talvez, não. Será que em casa ou no trabalho todos conseguem fazer hoje o que você consegue? Talvez, não. Será que em casa ou no trabalho todos são livres dos vícios de álcool, drogas e jogos de azar, como você é? Talvez, não. Será que na base do grito, xingamento, nervosismo, humilhação e violência você vai conseguir mudar o coração e a cabeça de alguém? Com certeza, não. O amor não vem pelo medo. O amor vem pelo amor. Para educar alguém e trazer esta pessoa para o caminho do bem é necessário primeiramente paciência, depois bons exemplos, bons ensinamentos, uma exata medida de firmeza, muita oração e muito amor. Tudo começa pela paciência, sem paciência nós desistimos das pessoas, abandonamos as pessoas à própria sorte e queremos ver a derrota destas pessoas para que elas percebam como nós somos importantes e como nossos ensinamentos são infalíveis. Ou seja, a impaciência anda de mãos dadas com a vaidade. São Paulo nos ensina o verdadeiro caminho: “Abençoai os que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoai. Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. Tende a mesma estima uns pelos outros, sem pretensões de grandeza, mas sentindo-vos solidários com os mais humildes: não vos deis ares de sábios. A ninguém pagueis o mal com o mal, seja a vossa preocupação fazer o bem para com todos os homens, procurando, se possível, viver em paz com todos, em tudo o que depender de vós. Não façais justiça por vossa conta, caríssimos, mas dai lugar à Ira (divina), pois está escrito: ‘A mim pertence a vingança, eu é que retribuirei, diz o Senhor’ (Dt 32,35). Antes, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Agindo desta forma estarás acumulando brasas sobre a cabeça dele. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12,14-21). Por mais difícil que possa ser a compreensão deste texto, eu entendo aqui que “a nossa vingança” é fazer o bem, sem olhar a quem. Estas brasas que fala o Apóstolo vão descer da cabeça ao coração e este se voltará para Deus. O bem constrange aquele que vive no erro e no pecado e é o melhor modo de pressionar esta pessoa. Lembra daquela estória do tapa com luvas de pelica?
O terceiro e último inimigo é o desânimo. Jamais devemos esmorecer na luta pelo bem, pela verdade e pela justiça. Mesmo sabendo que estas coisas são dons de Deus e somente pelo poder de Deus é que serão estabelecidas definitivamente, nós devemos nos pôr em combate por elas. Para este combate fomos ungidos. A unção de que falo é o sacramento da Crisma, porque este combate é primeiramente espiritual. Quem tem maior interesse em estorvar o bem, a verdade e a justiça é o Satanás, o inimigo de Jesus Cristo. Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo (1Jo 3,8). A perseverança é essencial (Mt 10,22), mesmo que o cansaço chegue, mesmo que a adversidade seja constante, mesmo que as vezes tenhamos a nítida impressão de derrota. É exatamente a mesma impressão que tiveram os judeus quando viram Golias: de derrota. O inimigo é cinco vezes maior do que nós, não temos nenhuma chance! Davi creu no Senhor e com uma pequena pedra derrubou e depois degolou aquele que parecia invencível. Nós não podemos desistir, nós não temos o direito de desistir, porque Jesus nos trouxe esperança que dificuldade nenhuma deste mundo pode nos tirar: “Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32). Vamos para o deserto com Jesus, vamos para a Cruz com Jesus, vamos para a glória com Jesus. A Santa Mãe de Deus segue conosco no rumo do Senhor Jesus Cristo. Pela fé e pela oração eu imploro a Deus, Nosso Senhor, que sua casa e sua família sejam protegidas de todo mal. Por intercessão de Santa Gema, venha sobre nós e permaneça para sempre a bênção de Deus Todo-Poderoso: o Pai, o † Filho e o Espírito Santo. Amém.

Padre José Cássio Marinho 

Nosso informativo online!!!

Que legal!!! O nosso informativo "Joia de Cristo" poderá a partir de agora ser conferido online no site da Diocese de Osasco. Agrademos por esta divulgação.
Que Deus abençoe imensamente os meus amigos da Paróquia Santa Gema que estão dando sequência a este trabalho de evangelização tão belo e importante.
No dia 04/04/2011 a Pascom de nossa paróquia comemorará seus 6 anos de existência. 
A Santa Missa em ação de graças será celebrada no próximo domingo, dia 03/04 às 8h00. 
Prestigie!!!

Daniela Menegassi - Pascom

sexta-feira, 25 de março de 2011

Uganda: Exemplo bem sucedido de luta contra a Aids

Uganda é um país que se tornou um exemplo raro de sucesso na luta contra a Aids na África, ao reduzir significativamente a incidência que já foi das mais altas do continente.
"Se outros países tivessem seguido o exemplo de Uganda, milhões de vidas teriam sido poupadas.", afirma Rand Stoneburner, ex-epidemiologista da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Enquanto alguns outros países baseiam suas políticas de combate à Aids unicamente em custosas campanhas de distribuição de preservativos, com eficácia duvidosa, Uganda apresenta uma fórmula de sucesso que tem despertado a atenção de especialistas de todo o mundo.
A revista Seleções Reader's Digest, por exemplo, em sua edição de Janeiro de 2004, publicou a reportagem "Contra a Aids" mostrando que enquanto a epidemia devasta o sul da África, matando milhões, Uganda está mudando esse panorama. E que é possível, sim, mudar a mentalidade de toda uma nação.
Seguem alguns trechos dessa reportagem, com alguns trechos sublinados:
Julius Lukwago e Fiona Kyomugisha têm 24 anos e formam um jovem casal moderno - com uma diferença:são e pretendem continuar virgens até o casamento. É assim que o amor funciona na Uganda de hoje:prudentemente. Motivo? A Aids.
O vírus HIV está devastando os países vizinhos, no sul da África, onde se estima que 2,4 milhões de pessoas tenham morrido no ano passado e quase 30 milhões estejam infectados. O vírus compromete a produção de alimentos, superlota hospitais, reduz a expectativa de vida e gera milhões de órfãos.
Em Uganda, no entanto, o índice de mortes e de infecção vem decrescendo. Agindo com cautela, mantendo-se fiéis e recusando-se a lidar com a Aids como uma vergonha pessoal, os ugandenses estão se tratando com uma poderosa e eficiente "vacina social", segundo Rand Stoneburner, ex-epidemiologista da Organização Mundial de Saúde (OMS).
"Ela provavelmente é mais potente do que as vacinas biomédicas que os cientistas esperam desenvolver no futuro", acredita Stoneburner. "Se outros países tivessem seguido o exemplo de Uganda, milhões de vidas teriam sido poupadas."
É interessante notar como foi possível mudar o comportamento de grande parte da sociedade ugandense. Com os atuais níveis assustadores de pornografia na sociedade, em geral as pessoas tendem a achar que trata-se de um quadro irreversível.
A reviravolta é conseqüência de mudanças de comportamento. "O trunfo da abordagem ugandense foi não ter se concentrado apenas nos remédios ocidentais e no uso de preservativos", diz Edward Green, pesquisador sênior de Harvard e membro do conselho presidencial para a Aids. "Custa muito pouco. E mostra que, com medidas firmes e inteligentes, a Aids pode ser evitada."
Quando o presidente Yoweri Museveni subiu ao poder à frente de um exército rebelde, em 1986, herdou um país entorpecido por 15 anos de ditaduras, terror e guerrilha, onde mais de meio milhão de pessoas havia morrido. Os serviços de estradas, energia, água e saúde estavam arruinados.
Enquanto isso, todo mês, milhares morriam de doenças relacionadas à Aids, como tuberculose e pneumonia. Ainda criança, Fiona Kyomugisha foi ao enterro de cinco parentes vítimas da doença. Embora soubessem que algo estava terrivelmente errado, as pessoas tinham medo de falar.
"Os médicos me disseram que a doença não tinha cura, mas fiquei aliviado", lembra Museveni. "A Aids não é tão contagiosa quanto a Sars ou o Ebola. Não se pega no ônibus ou num aperto de mão. A Aids é uma doença de estilo de vida, disseminada principalmente pelo sexo desprotegido. Se as pessoas soubessem disso, poderiam evitá-la. Então batemos os tambores e demos o alarme."
O rufar dos tambores - o tradicional sinal de alarme das aldeias - anunciava boletins informativos do rádio e da televisão sobre a Aids várias vezes ao dia, sempre martelando a mensagem: A Aids é transmitida por relações sexuais... Você precisa se proteger... Não vale a pena morrer por sexo.
O programa de prevenção se resumia a um trinômio: Abstinência, Fidelidade ou Camisinha. Museveni tirou o problema das mãos dos profissionais de saúde e montou uma unidade especial no seu gabinete. Agora batizada de Comissão de Aids de Uganda, a unidade foi a primeira do tipo em todo o mundo. Seus veículos tinham o lema "Voltinhas Zero" pintado na lateral. Criado pelo presidente, significa "fique com seu parceiro".
Todos os segmentos da sociedade se envolveram, de equipes esportivas a grupos musicais e curandeiros tradicionais. Ensinavam-se fatos sobre Aids em quase todas as salas de aula. As igrejas lançaram campanhas para convencer os jovens a adiar a experiência sexual.
"Eu sabia de tudo aos 11 ou 12 anos", recorda Julius Lukwago. "Aprendi a usar camisinha em seminários de conscientização sobre a Aids na própria aldeia, mas não parecia certo fazer sexo porque nosso medo da doença era muito grande."
O resultado dessa franqueza foi extraordinário. "As pessoas acordaram e pararam de se arriscar", diz Lawrence Marum, dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que trabalhou em Uganda durante a década de 90. "Isso provocou mudanças radicais num lugar fundamental: o quarto."
Estudos realizados por diversos especialistas em saúde pública mostraram mudanças dramáticas. Numa escola, o número de meninos com idade entre 13 e 16 anos que faziam sexo despencou de 61% em 1994 para 5% em 2001, enquanto o número de meninas sexualmente ativas caiu de 24% para 2%. "A abstinência é difícil", admite Fiona Kyomugisha. "Tive várias oportunidades de ter relações sexuais, mas não cedi. Os riscos eram grandes demais."
Fidelidade virou norma - A "vacina social" usada por Uganda, além de não ter contra-indicações, produz um efeito benéfico em toda a sociedade, como por exemplo a maior estabilidade do matrimônio. Ao passo que as campanhas de difusão do chamado "sexo seguro" produzem o efeito contrário: erotização da sociedade, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, dos casos de gravidez indesejada e dos casos de separação entre os casais por infidelidade. Por essa razão, o exemplo de Uganda desperta sobressaltos naqueles que lucram com o mercado da pornografia.
Em 1995, pouco mais da metade dos adultos era fiel a seus parceiros, segundo a Pesquisa Demográfica e de Saúde de Uganda. Em 2000/2001, eram fiéis 97% dos homens casados e 88% das mulheres casadas, um pouco menos entre os solteiros. "Dos estudantes que conheço, cerca de três quartos se abstêm ou são fiéis aos parceiros", garante Julius.
O número de homens que admitiam ter relações sexuais casuais entre 1989 e 1995 caiu em mais de 50%, segundo o Programa Global de Aids em Genebra. Mesmo grupos sexualmente ativos como jovens soldados ficaram mais cautelosos.
No começo, como não eram muito acessíveis, os preservativos não tiveram papel fundamental no programa de prevenção ugandense, exceto entre grupos de alto risco, como as prostitutas. "Ouvimos que há apenas uma borracha fina entre nós e a morte de nosso continente", disse Museveni numa conferência da OMS em 1991. "No entanto, em países como o nosso, a mãe às vezes precisa andar 30 quilômetros para conseguir uma aspirina e dez para encontrar água. Então os problemas práticos de obter e usar camisinhas talvez jamais se resolvam. Os preservativos desempenham um papel importante, mas por si só não bastam." Com efeito, os países africanos que ofereciam maior acesso aos preservativos, como Botsuana e Zimbábue, têm hoje os índices mais altos de Aids.
Com o número cada vez maior de pessoas querendo saber se estavam infectadas, um grupo de profissionais de saúde e assistentes sociais criou um serviço de exames na sala de um hospital, em 1990. O Centro de Informações sobre Aids, como foi batizado, logo se tornou uma rede com mais de 80 unidades.
Nos arredores de Entebe, acompanhei William e Patience [nomes fictícios] quando foram fazer o exame, pelo qual pagaram dois dólares cada um. Durante a meia hora de espera pelo resultado, eles contaram sua história a uma conselheira.
Eles haviam se conhecido e se apaixonado na igreja, mas se abstiveram de ter relações sexuais porque ambos tinham segredos. William, 23 anos, jardineiro, mantivera relações com algumas mulheres anos antes. Patience,19 anos, empregada doméstica, fora estuprada pelo patrão. Eles mal conseguiam olhar quando o envelope pardo chegou do laboratório. A conselheira leu os documentos. "Os exames dos dois deram negativo", disse ela. O casal riu de alívio. "Agora podemos ser fiéis com segurança!", alegrou-se Patience.
As pessoas infectadas são encaminhadas à Organização de Apoio à Aids, também criada por voluntários, que luta contra o estigma da doença e ajuda os pacientes a viver de forma positiva. Anne Kaddumukasa - funcionária da Organização cujo marido morreu de Aids - afirma: "Quando as pessoas infectadas com o HIV cuidam de outras vítimas da doença, elas vivem mais, permanecem no trabalho, cuidam da família durante mais tempo e ainda ajudam os outros dizendo: < Por favor, aprendam com o nosso infortúnio.>"
Turmas escolares recebem tablóides mensais gratuitos com títulos como "Papo direto" e "Papo jovem", que discutem a saúde sexual. Eles se vinculam a programas de rádio transmitidos em cinco línguas. A abordagem é franca.
Reconhecimento internacional:
"Nós enfatizamos as opções do trinômio, mas nunca nos esquivamos às perguntas", garante Betty. "O mais importante é estar aberto e deixar os jovens falar. Tentamos convencê-los de que ter desejo sexual não significa que precisam se apressar em ter relações sexuais."
Embora aclamada pelas Nações Unidas como o maior sucesso da África, Uganda ainda tem muitos problemas. Um milhão de pessoas morreram, deixando um milhão de órfãos. O índice de Aids foi reduzido em dois terços, para 5%, mas ainda contrasta com o de 0,3% da Europa Ocidental. Mais de 250 ugandenses são infectados todos os dias.
Entretanto, a situação é muito pior em outros países do sul da África. Segundo números do Programa de Aids da ONU, 20,1% das pessoas com idade entre 15 anos e 49 anos na África do Sul, 33,7% no Zimbábue e 38,8% em Botsuana estão infectadas.
O presidente Museveni não entende por que o exemplo de Uganda foi ignorado por tanto tempo pelos outros países. "Como a Aids é um problema sexual, as pessoas têm vergonha de enfrentá-lo", diz ele. "Mas o que é pior: ficar constrangido ou morrer?"
Um exemplo que passa a ser seguido por outros países:
Outros países, como Quênia e Zâmbia, passaram a seguir o modelo ugandense e a mesma medicina moral está começando a dar resultados entre as gerações mais novas.
No começo, Uganda ganhou poucos admiradores entre as agências humanitárias ocidentais que promoviam a expedição de preservativos para combater a Aids. Isso, porém, está mudando agora,quando se vê que os programas que preconizam mudanças de comportamento, como fidelidade e abstinência, podem de fato funcionar.
Como diz Peter Piot, diretor-executivo do Programa de Aids da ONU: "Conquistas como a de Uganda mantêm viva a esperança de que o mundo não está impotente diante da epidemia."
Durante a 15ª Conferência Internacional de Aids, realizada em julho/2004 em Bangcoc na Tailândia, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, reafirmou que a abstinência sexual, não o uso de preservativos, era a melhor maneira de impedir a disseminação do vírus da Aids. E ele tem um exemplo concreto para provar isso.

Texto enviado pelo nosso pároco, Pe. Cássio.

sábado, 12 de março de 2011

Conheça também o site da Diocese de Osasco:

http://www.diocesedeosasco.com.br/

PRÓXIMOS EVENTOS DA PARÓQUIA:

DIA 13/03 - FESTA DO PASTEL - Das 9h00 às 16h00.
Convites à venda c/ os grupos e pastorais ou na secretaria.
Colabore!

NOSSA GRANDIOSA QUERMESSE JÁ TEM PERÍODO MARCADO!
DE 30/04 A 12/06.
Prepare-se p/ passar conosco finais de semanas agradáveis!

ROMARIA DIOCESANA P/ A BASÍLICA DE APARECIDA
DIA 30/04 -
Informações na secretaria da paróquia.
Programe-se!

Convite do Apostolado da Oração da Paróquia


Reuniões toda 2ª Sexta-Feira do mês das 14h00 às 15h00 dentro da igreja e às 16h30 no salão paroquial são realizadas orações diversas.
Participe!

DIA 13 DE MARÇO PARABENIZAMOS DOM ERCÍLIO TURCO, NOSSO BISPO DIOCESANO PELO SEU ANIVERSÁRIO NATALÍCIO!!!

Oração da Campanha da Fraternidade 2011 CNBB


Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tendes por todos nós.

Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.

Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.

E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.

Amém.

http://www.portalkairos.net/campanhadafraternidade/2011/campanhadafraternidade2011_oracao.asp

INÍCIO DA CATEQUESE DE CRISMA...

DIA 13/03 ÀS 10H00 NA PARÓQUIA...
AINDA DÁ TEMPO DE SE INSCREVER...
INFORME-SE NA SECRETARIA...
(11) 3682-5633 DE 3ª A SÁBADO...
DAS 13H00 ÀS 19H00...

sexta-feira, 11 de março de 2011

13/03/2011 - 1ª Formação da Quaresma em nossa Paróquia

Irmãos, salve Maria!

Logo após a Santa Missa dás 18h00 (domingo, dia 13/03/2011), teremos nossa primeira formação da Quaresma: "O pecado de Adão" que muito nos ajudará nesta Santa Quaresma para resguardo de nossas almas em Deus Nosso Senhor Jesus Cristo.

Doctus nemo satis se didicisse putet.

Salve Regina.

Alaide do Nascimento Villa Lobos.

EXAME DE CONSCIÊNCIA para o tempo Quaresmal


(terça-feira, 1 de março de 2011 às 17:42) 

Mandamentos da Lei de Deus

...1º O QUE DEUS NOS ORDENA: Que abracemos a fé, que devemos alimentar pela oração, atos de piedade e comunhão freqüente. Tenhamos esperança de que Ele nos dará o Céu e as graças para o merecermos. Que O amemos acima de tudo, Lhe porventura mande para nos purificar. Que em cada um dos nossos irmãos vejamos o próprio Cristo, e os amemos como Ele nos amou ao ponto de morrer por nós. Que façamos da nossa vida uma oração agradável a Deus, atribuindo-Lhe tudo o que somos e fazemos.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Que omitamos ou sejamos negligentes em fazer as nossas orações da manhã e da noite e em receber os sacramentos. Confissões e comunhões sacrílegas. Práticas supersticiosas. Dúvidas voluntárias contra a fé. Pôrem perigo a fé por leituras inconvenientes. Indiferença religiosa. Respeitos humanos, fonte de covardias. Falta de confiança na Providência ou confiança presunçosa nas próprias forças. Falta de coragem, desespero. Resistência à graça. Oração sem alma, maquinal e rotineira.

2º O QUE DEUS NOS ORDENA: Compenetrar-se bem da grandeza e santidade divinas. Respeitar as pessoas e as coisas consagradas ao seu culto. Cumprir os votos que se fizeram.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Blasfêmias, isto é, injúrias para com Deus. Uso vão do seu Santo nome. Juramentos falsos ou inúteis. Desejar o mal ao próximo, ou a si mesmo.

3º O QUE DEUS NOS ORDENA: Consagração do domingo a Deus, pela assistência à Santa Missa (ou a santificação do domingo quando a Missa não está disponível) e a abstenção de ocupações servis.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Trabalhar no domingo sem necessidade ou autorização. Mau comportamento ou dissipações na igreja. Busca de distrações contrárias à santificação do dia do Senhor.

4º O QUE DEUS NOS ORDENA: Em relação aos nossos pais - amor, obediência, respeito, assistência; rezar por eles, vivos ou mortos. Em relação aos filhos: educação religiosa, bom exemplo. Na família: contribuir para a felicidade e o bom entendimento de todos; disponibilidade, polidez, delicadeza. Em relação aos superiores: submissão e respeito. Em relação ao Estado: contribuir para o bem comum; dever eleitoral; pagamento de impostos.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Desobediência, falta de respeito, ingratidão para com os nossos pais e superiores; desentendimento e divisões na família. Recusar participar nos encargos da comunidade.

5º O QUE DEUS NOS ORDENA: Alegrar-se com a felicidade dos outros e para ela contribuir na medida do possível; sofrer com o infortúnio do nosso próximo e procurar aliviá-lo.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Insultos, recusar o perdão, inveja, desprezo, ódio. Desejar a morte ou má sorte a outrem, desejo de vingança. Golpes, feridas,mutilações, homicídios, aborto. Atentar contra a saúde por intemperança. Escândalo por maus exemplos, conselhos, aprovações ou silêncio; egoísmo, indiferença pela miséria e necessidade dos outros.
Obs.: O aborto é castigado pela Igreja com uma excomunhão.

6º, 9º O QUE DEUS NOS ORDENA: Respeito para com o nosso corpo, membro do Corpo Místico e templo do Espírito Santo. Emprego das forças da nossa vida no plano providencial da criação continuada; pureza, fidelidade e generosidade no amor conjugal. Fugir das ocasiões do pecado e luta contra os maus hábitos.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Pensamentos ou desejos impuros provocados voluntariamente, em si ou nos outros. Conversas inconvenientes. Canções licenciosas. Leituras e espetáculos imorais. Modas provocantes. Galanteios perigosos. Afeições ou familiaridades condenáveis. Danças lascivas. Ações contrárias à castidade. Contatos desonestos. Imprudência e leviandade no namoro. Adultério. Atentados contra a fecundidade do matrimônio.

Obs.: Devem-se precisar as circunstâncias que mudam a espécie do pecado (adultério, incesto, homossexualidade, bestialidade, pedofilia, etc.). A pessoa que não quer renunciar à ocasião próxima do pecado não pode receber a absolvição nem seguir comungando.

7º, 10º O QUE DEUS NOS ORDENA: Considerar os bens deste mundo como meios e não como fins. Usar deles para maior bem de todos, sem egoísmo. Respeitar a justiça e a eqüidade, em todos os domínios. Reparar o injusto dano causado. Restituir o que injustamente se retém. Dar esmola segundo as suas posses. Ter consciência profissional.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: Roubo, receptação, danificação injusta causada nos bens de outrem. Fraude, negócios desleais, faltas de lealdade no trabalho, no comércio, nos contratos: maneiras modernas de disfarçar o roubo. Cooperar na injustiça, seja de que maneira for, ativa ou passivamente. Salários insuficientes. Negligência em pagar as dívidas. Exploração dos fracos; avareza, apego ao dinheiro, cobiça. Esbanjamento. Desejo de roubo ou injustiça.

8º O QUE DEUS NOS ORDENA: Amar e servir a verdade. Ser sincero e leal. Respeitar a honra e o bom nome do próximo.

O QUE DEUS NOS PROÍBE: A mentira com ou sem prejuízo de outrem. Calúnias ditas ou aprovadas. Falsos testemunhos. Juízos temerários. Violação de segredo confiado ou do sigilo profissional. Simulações e hipocrisia.

Pecados Capitais

Este exame não é a repetição do dos mandamentos. Aqui trata-se propriamente não de atos isolados, mas de hábitos maus, fonte de pecado. Interroguemo-nos, em primeiro lugar, se combatemos o nosso defeito dominante e se trabalhamos eficazmente para desenvolver as virtudes contrárias.

ORGULHO: Desprezo dos outros, amor próprio, complacência em si mesmo, ambições excessivas, vaidade, arrogância, susceptibilidade, afetação. Ser escravo do "que dirão" e da moda.

AVAREZA: Vícios contrários aos 7º e 10º mandamentos. Apego excessivo ao dinheiro ou a outras coisas. Não fazer esmolas com algo do meu supérfluo.

LUXÚRIA: Vícios contrários aos 6º e 9º mandamentos.

INVEJA: Inveja da felicidade, dos bens e êxitos dos outros. Alegrar-se com as desgraças do próximo. Ciúmes.

GULA: Excesso no comer e no beber, gulodice, embriaguez. Requintes excessivos, abusos de guloseimas. Despesas excessivas de mesa. Sensualidade.

CÓLERA: Falta de autodomínio, exaltação, rancor, ressentimentos, mau humor, movimentos bruscos, grosserias, crueldades.

PREGUIÇA: No levantar de manhã, no trabalho, nas obrigações religiosas; indolência, negligência, moleza, ociosidade. Perdas de tempo com futilidades.

Virtudes que devemos praticar

A vida moral gira ao redor das três virtudes teologais e das quatro virtudes cardeais. Para cada virtude mencionamos os atos principais que se devem praticar, e logo os pecados contrários.


Devemos: Crer tudo o que Deus nos revelou, e nos ensina por sua Igreja. Amar a Tradição e desconfiar das novidades. Estudar o catecismo e a doutrina cristã. Leitura espiritual. Fazer freqüentes atos de fé, especialmente ao receber os sacramentos, ao rezar, etc. Conformar nossa conduta aos princípios da fé. Professar com valor nossa fé e saber defendê-la. Ser apóstolo. Lutar contra o erro.

É pecado: Rejeitar alguma verdade revelada. Consentir nas dúvidas contra a fé.Indiferentismo (pensar ou dizer que todas as religiões são boas). Viver todo o dia sem Deus. Esconder sua fé por covardia.

ESPERANÇA

Devemos: Pensar com freqüência no Céu e nos bens eternos. Desejá-los ardentemente. Desprezar os bens e prazeres desta vida. Viver em um santo temor de ofender a Deus.

É pecado: Desconfiar da bondade e providência de Deus. Pretender que é impossível viver como verdadeiro cristão. Não pedir a graça para isso. Pôr toda sua confiança nas suas próprias forças e não em Deus. Presunção (valer-se da misericórdia de Deus para pecar). Pôr-se em ocasião de pecado.

CARIDADE

Devemos: Amar a Deus mais que tudo, e ao próximo por amor de Deus. Fazer freqüentes atos de amor a Deus. Viver em sua presença. Buscar agradar-lhe em tudo. Desejo da perfeição. Servi-lo com alegria. Procurar que Jesus reine. Exame de consciência diário. Confissão freqüente. Visita ao Santíssimo Sacramento. Estimar e honrar a nossos irmãos. Assisti-los e ajudá-los. Suportar seus defeitos. Delicadeza no trato com os demais. Guardar-se da murmuração. Esmolas. Buscar com zelo o bem das almas.

É pecado: Indiferença religiosa e tibieza espiritual. Não obrar com intenção reta. Fazer as coisas para ser visto dos homens. Afeto excessivo pelas criaturas. Ódio ao próximo. Desprezo. Rancores. Julgar mal aos demais. Falar mal deles. Murmuração. Inveja. Discórdias. Disputas. Dar mau exemplo. Causar escândalo. Aprovar a má conduta dos amigos.

PRUDÊNCIA

Devemos: Obrar em tudo com prudência e inteligência, segundo o que convém para alcançar nossa salvação e perfeição. Refletir antes de agir. Docilidade para aprender da experiência. Docilidade aos conselhos do diretor espiritual, dos superiores, dos amigos. Organização. Prontidão para obrar o bem.

É pecado: Precipitação. Fazer tudo "de qualquer jeito". Inconstância. Negligência. Usar de astúcia e pequenos enganos para "sair limpo". Perder o tempo.

JUSTIÇA

Devemos: Antes morrer que cometer qualquer injustiça. Restituir se é o caso. Fazer passar o bem comum antes que o interesse próprio. Ter o culto do dever. Amar o trabalho bem feito. Obedecer aos seus superiores e buscar o bem de seus inferiores. Usar seus bens para a utilidade de todos e não somente para a própria. Amar e ajudar à família e à pátria.

É pecado: Prometer muito e não cumprir nada. Não devolver o emprestado. Avareza. Chegar sempre tarde ao trabalho, às suas nomeações, à Missa! Descuidar de suas obrigações. Não pedir perdão por suas faltas ou erros.

RELIGIÃO

Devemos: Entregar-nos a Deus com fervor, para cumprir sua vontade. Rezar com atenção e perseverança. Devoção terna e sólida à Santíssima Virgem, aos Anjos e a todos os santos. Reparar pelos pecados e consolar o Coração Imaculado de Maria. Imitar suas virtudes. Meditação. Rosário só ou em família. Adorar a Deus e oferecer-lhe sacrifícios. Assistir com freqüência à Santa Missa. Santificar o domingo.

É pecado: Falta de contrição na confissão, de fervor na comunhão e ação de graças, e de atenção nas orações. Não cumprir seus votos.

FORTALEZA

Devemos: para salvar-nos estar dispostos a morrer ou sofrer qualquer coisa antes que pecar gravemente. Sofrer com paciência. Atacar com valor e audácia os obstáculos postos ao bem. Desejar fazer coisas grandes. Preparar nossa alma para o martírio se Deus se dignasse chamar-nos a ele. Perseverar no bem durante toda a nossa vida, apesar das dificuldades.

É pecado: Temer mais os males temporais que o inferno. Apartar-se do bem por temor ou debilidade. Expor-se ao perigo com temeridade, confiando demasiado em suas forças. Ambição, vã glória, jactância, hipocrisia (fingir uma virtude que não se tem). Molície (fugir de todo esforço, e render-se à primeira dificuldade). Preguiça. Ócio. Desalento.

TEMPERANÇA

Devemos: usar dos bens sensíveis segundo as necessidades da vida presente. Fugir das coisas torpes, amar a beleza da virtude. Abstinência e sobriedade nas comidas. Pequenas privações. Jejuns. Castidade e pudor. Evitar todo contato sensual. Fugir das ocasiões. Mortificar a imaginação, pensamentos de vaidade, invejas, etc. Mortificar sobretudo a vontade própria com a obediência. Reconhecer facilmente suas faltas ou erros e pedir perdão. Não singularizar-se em nada. Não buscar o êxito senão o serviço de Deus. Aceitar e amar as humilhações, que são o que mais nos santifica. Mansidão. Modéstia. Amor da pobreza, moderação e simplicidade. Amar o silêncio, recolhimento.

É pecado: Gula. Comer fora de tempo ou com excesso. Falar demasiado e com bufonaria. Luxúria (ver o Sexto Mandamento). Danças licenciosas. Maus olhares. Ver e desejar ver programas maus na televisão. Drogas, etc. Insensibilidade e crueldade. Soberba. Susceptibilidade. Respeito humano e medo do "que dirão". Não aceitar nenhuma observação. Amor desordenado da própria liberdade e independência. Curiosidade nas coisas más ou inúteis. Excesso no jogo e diversões. Não tomar nada a sério.

Fonte: - Missal Romano Quotidiano por Dom Gaspar Lefebvre, 1963.
Devocionário da Fraternidade Sacerdotal São Pio X – Distrito da América do Sul.

(Enviado por Alaide do Nascimento Villa Lobos)